quinta-feira, 10 de julho de 2014

Make a wish

Às vezes me pergunto se todo esse incentivo para que as pessoas leiam é bom. Os livros proporcionam uma chance pra que a pessoa viva diversas histórias, mas histórias de outras pessoas, especialmente das que nem existem... Menos a sua própria.
E essa viagem destrói a pessoa quando ela tira os olhos do livro e encara a realidade. Qualquer esperança de ter uma vida extraordinária, tão quanto a daquele livro, vai pro espaço junto da verdade. Você nunca vai ter aqueles sentimentos. Nunca vai ter aqueles amigos. Nunca vai ter aquele ambiente. Nunca vai... Ser aquele personagem. Porque eles simplesmente não existem. E eu vim a me perguntar se de fato é bom viver nessa ilusão, ou se isso só serve como um consolo durante as 400 páginas lidas.
Grande parte das vezes em que termino um livro, eu paro pra refletir, e chego à conclusão de que quero ser mais. Não quero ser apenas uma garota que passou a vida inteira sentada na cadeira em frente do computador, vivendo a história dos outros. Ou aquela que passou em pé ao redor da mesa da cozinha, vendo sua família dar gargalhadas, sem conseguir demonstrar o mesmo entusiasmo, por saber que dentro de cada coração que compunha aquele lugar, estava quebrado e lotado de mágoas. Ou aquela que passou observando seus amigos conversarem das coisas mais sem sentido, e se esforçando pra tentar fazer parte daquele mundo. Ou, pior ainda, aquela que passou no meio da rua, do shopping, da praia, de qualquer lugar movimentado, admirando a vida dos outros, enquanto a própria passava mais rápido do que se podia esperar ou controlar, e quando caiu em si, era tarde demais para dar um passo afrente, pois todos já haviam seguido, e tudo que lhe resta é o passado amargurado repleto de lembranças.
Eu quero ser... Mais. Eu quero ser aquela biomédica da qual os pais tem razão em ter orgulho, não apenas aquela que se formou aos trancos e barrancos e ainda na incerteza de que aquele era realmente seu sonho de profissão. Eu quero forçar meu cérebro ao máximo, e parar de me comparar aos outros, porque se existe a possibilidade de outros serem melhores do que eu em determinado quesito, é porque existe um motivo para aquilo, ou um caminho diferente que eu possa seguir pra alcançar tamanha inteligência equiparada. Eu quero vencer meus medos a respeito de críticas, e admitir que minha obra É boa. Com seus defeitos e controvérsias, é uma história magnífica, e a emoção que sinto por nem acreditar tê-la escrito é sempre facilmente comprovada pelos meus olhos resplandecendo alegria pelas lágrimas, e pela minha mente que repassa as cenas diversas vezes, envolvida com a trama dos personagens. Eu quero ir atrás dos meus sonhos, e não apenas permanecer sentada, desabafando e me lamentando pelo que me tornei ou pelo que deixei de fazer. Eu quero criar força pra realizar tudo que desejo, por mais distante que pareça estar. Eu quero... Perdoar a mim mesma pelos erros que cometi, e que ainda acredito ser culpa minha como tudo acabou. Como amizades e amores se desfizeram sem que percebesse, e como não há maneiras de voltar atrás pra concertar. Ou melhor... Pra reviver e aproveitar, sabendo que teria um fim. Eu quero simplesmente me adaptar à essa nova realidade, sair da ilusão dos meus livros, e seguir meu caminho sem olhar quem está me seguindo, porque à essa altura, já não importa mais. Não são eles que vão constituir meu futuro, apenas minhas recordações. E eu não aguento mais viver a vida dos outros; Eu quero viver tudo o que a minha tem a oferecer.

But she don't want to go outside tonight

and they say she's in the Class A Team, stuck in her daydream, been this way since eighteen, but lately her face seems slowly sinking, wasting, crumbling like pastries, and they scream the worst things in life come free to us
an angel will die, covered in white, closed eyed and hoping for a better life... this time will fade out tonight, straight down the line

quinta-feira, 26 de junho de 2014

i've lost more than you'll ever see

Sério... A minha vida é patética.
Hoje eu cheguei à mesma conclusão que um amigo vivia dizendo, e eu me irritava, dizendo que não tinha nada a ver. Mas no meu caso, é exatamente isso. Qualquer pessoa poderia estar aproveitando bem melhor minha vida.
Mas enfim, que seja. Eu juro pra mim mesma que não vou mais atormentar ninguém com minhas tristezas. Ninguém.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Sometimes

I'm dreaming about tomorrow, I'm thinking of yesterday
I consume myself in sorrow, this moment in time is what I betray
I am searching for the answers

And I look around, sometimes I get sad cause I don't know which way to go
And I look around, and sometimes I get sad, cause my life is spinning out of control

Never know what you want, I never know what you need
It was different from the start
When you cut me in two, I never thought I would bleed

I will go this alone, I don't need nobody's help
I've gotta do this myself alone, alone, alone, alone

segunda-feira, 17 de março de 2014

Seriously?

Sabe qual é a verdade sobre as pessoas? Elas gostam de sofrer, e justamente por isso, correm atrás de quem as despreza, numa forma de procurar constantemente pela angústia. Saber que alguém está do seu lado o tempo todo é confortável, mas uma hora enjoa. Então as pessoas preferem dar mais importância àqueles que lhe darão mais trabalho em ganhar um valor real de amizade, do que aqueles que parecem até bobos jogando confiança pelo ar pra quem quiser pegar.

segunda-feira, 10 de março de 2014

And this kind of pain only time takes away

Eu lutei tanto para fazer as escolhas certas, para não ter a mesma vida que ela. E eu consegui. Mas nunca pensei que escolha diferente seria essa, afinal.
Realmente, eu não vou ser aquela casada com alguém que inicialmente amou, mas que com o tempo e a base de sofrimento, foi descobrindo que aquela não foi a melhor decisão, pois vive infeliz e não tendo uma escapatória. Não, eu não vou ser assim, mas também não vou ser tudo o que sempre desejei ser. Não... Longe disso.
Eu acabei por ser aquela que se tende a esquecer. Aquela que ajuda até o último suspiro, mas que nos momentos além destes, não faz diferença. Eu sou a requerida nas dificuldades, mas dispensada nas alegrias. Eu sou aquela que observa tudo de longe e sabe da realidade, mas quando a situação vem à tona, eu caio na primeira tropeçada. Eu sou apenas uma peça descartável no jogo perigoso da vida. Eu sou a que obviamente enfrentará seu pior medo, dia após dia, sem ter com quem compartilhar sua amargura. Eu sou a que vai olhar para todas as pessoas ao seu redor, e dizer que não queria ser justamente o que se tornou.
Solitária.