Num mundo cheio de controvérsias, perdida no meio de tanta gente ignorante e na avalanche dos meus pensamentos, senti sua falta. Senti falta das risadas, da sensação de alívio que era estar ao seu lado, de poder suspirar e fugir das perturbações, de ser eu mesma, de pegar na sua mão e saber que aquilo, sim, era real. Que aquela segurança e proteção da sua mão macia e pesada não me deixaria despencar. E todas essas lembranças giram na minha cabeça, como um redemoinho. Posso chegar a sentir o vento suave daquela noite batendo no rosto, a dor nos pés de tanto andar.
E as borboletas no estômago, então? Aquelas que percorriam todo o espaço, saltitando e deixando tudo embolado. Parece uma sensação ruim? Até que é. Mas ela significa só uma coisa. Uma coisa que jamais tive novamente. E eu continuo na busca dela, mas as pessoas são tão... Estranhas. A vida de um modo geral anda errada. Não existe mais aquela emoção de conhecer uma pessoa, detalhe por detalhe, de aprender a apreciar seus defeitos. Parece que elas têm medo de se arriscar, de abrir o coração e mostrar a confusão que há lá dentro. É como se por mais que tentemos, a alma delas se tornou inalcançável.
E nesses momentos eu sinto sua falta. Porque embora atualmente esses sentimentos puros pareçam impossíveis de se obter, eu sei que existem.
Mas eu sei também que só estou lembrando das partes boas.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Now
Sinto tanta saudade de escrever. De expor meus pensamentos em singelas palavras, de fechar os olhos e deixá-las fluir livremente, sem comandar o que está prestes a ser despejado na folha em branco.
Sinto saudades de criar personagens, de visualizá-los em minha mente em seus pequenos detalhes, de sentir as mesmas coisas que eles, de viver intensamente aquela história.
Sinto saudades dos meus ídolos, de criar hábitos e paixonites pra eles, de fazê-los viajar o mundo inteiro e conhecer diversas pessoas novas, de levá-los até a lua ou ao inferno com os momentos, de propiciar tais sensações ao leitor que comentava surtando que queria desesperadamente o próximo capítulo.
Sinto saudades da habilidade provida do ato que é escrever, de manejar as frases com maestria e característica própria, de tomar banho e receber uma enxurrada de idéias a cada jato, de correr pro computador e colocar todos esses pensamentos em ordem, ou só jogados no final pra depois criar uma linha coerente de acontecimentos.
Sinto saudades de quando eu era só eu mesma. De quando essas idéias vinham com facilidade por não temer o que os outros achariam, ou se sairia cafona, pois aquela história me deixava feliz, me dava um motivo pra acordar todos os dias, mesmo que estivesse vivendo algo irreal.
Sinto saudades de usar a imaginação, de buscar palavras difíceis no fundo da mente, de me esforçar ao máximo pra sair o mais perfeito possível, de me sentir orgulhosa pelo resultado.
Sinto que tudo isso foi roubado de mim. Que se eu abrir um arquivo, encarar aquela página branca tão desafiadora, e abaixar os olhos mareados ao teclado, nada surgirá. Apenas o vazio obscuro e doloroso. Mas eu sei que em algum lugar está lá. Talvez brincando de esconde-esconde, guardado numa parte tão profunda que só o maior dos desejos será capaz de despertá-lo, de trazê-lo de volta à vida.
Muitas coisas são como andar de bicicleta, e a escrita é uma delas. Uma vez que se obtêm o dom de deixar sua imaginação voar pra longe e voltar carregando uma sacola repleta de idéias criativas e prontas para seguirem seu rumo, é impossível abrir mão e simplesmente esquecer como se faz.
Sinto saudades das minhas histórias, das minhas conquistas, do meu mundinho protegido e esplendido, e sei que posso alcançá-lo. Sei que assim que assim que encontrar a saída do labirinto que se tornou meus sentimentos, lá estará a porta para a liberdade, a porta para encontrar a mim mesma, a porta que vai me permitir digitar a primeira palavra, e inundar meu coração com alívio e calma.
E essa palavra deixará de ser saudades, para ser substituída por presente.
O agora.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Make a wish
Às vezes me pergunto se todo esse incentivo para que as pessoas leiam é bom. Os livros proporcionam uma chance pra que a pessoa viva diversas histórias, mas histórias de outras pessoas, especialmente das que nem existem... Menos a sua própria.
E essa viagem destrói a pessoa quando ela tira os olhos do livro e encara a realidade. Qualquer esperança de ter uma vida extraordinária, tão quanto a daquele livro, vai pro espaço junto da verdade. Você nunca vai ter aqueles sentimentos. Nunca vai ter aqueles amigos. Nunca vai ter aquele ambiente. Nunca vai... Ser aquele personagem. Porque eles simplesmente não existem. E eu vim a me perguntar se de fato é bom viver nessa ilusão, ou se isso só serve como um consolo durante as 400 páginas lidas.
Grande parte das vezes em que termino um livro, eu paro pra refletir, e chego à conclusão de que quero ser mais. Não quero ser apenas uma garota que passou a vida inteira sentada na cadeira em frente do computador, vivendo a história dos outros. Ou aquela que passou em pé ao redor da mesa da cozinha, vendo sua família dar gargalhadas, sem conseguir demonstrar o mesmo entusiasmo, por saber que dentro de cada coração que compunha aquele lugar, estava quebrado e lotado de mágoas. Ou aquela que passou observando seus amigos conversarem das coisas mais sem sentido, e se esforçando pra tentar fazer parte daquele mundo. Ou, pior ainda, aquela que passou no meio da rua, do shopping, da praia, de qualquer lugar movimentado, admirando a vida dos outros, enquanto a própria passava mais rápido do que se podia esperar ou controlar, e quando caiu em si, era tarde demais para dar um passo afrente, pois todos já haviam seguido, e tudo que lhe resta é o passado amargurado repleto de lembranças.
Eu quero ser... Mais. Eu quero ser aquela biomédica da qual os pais tem razão em ter orgulho, não apenas aquela que se formou aos trancos e barrancos e ainda na incerteza de que aquele era realmente seu sonho de profissão. Eu quero forçar meu cérebro ao máximo, e parar de me comparar aos outros, porque se existe a possibilidade de outros serem melhores do que eu em determinado quesito, é porque existe um motivo para aquilo, ou um caminho diferente que eu possa seguir pra alcançar tamanha inteligência equiparada. Eu quero vencer meus medos a respeito de críticas, e admitir que minha obra É boa. Com seus defeitos e controvérsias, é uma história magnífica, e a emoção que sinto por nem acreditar tê-la escrito é sempre facilmente comprovada pelos meus olhos resplandecendo alegria pelas lágrimas, e pela minha mente que repassa as cenas diversas vezes, envolvida com a trama dos personagens. Eu quero ir atrás dos meus sonhos, e não apenas permanecer sentada, desabafando e me lamentando pelo que me tornei ou pelo que deixei de fazer. Eu quero criar força pra realizar tudo que desejo, por mais distante que pareça estar. Eu quero... Perdoar a mim mesma pelos erros que cometi, e que ainda acredito ser culpa minha como tudo acabou. Como amizades e amores se desfizeram sem que percebesse, e como não há maneiras de voltar atrás pra concertar. Ou melhor... Pra reviver e aproveitar, sabendo que teria um fim. Eu quero simplesmente me adaptar à essa nova realidade, sair da ilusão dos meus livros, e seguir meu caminho sem olhar quem está me seguindo, porque à essa altura, já não importa mais. Não são eles que vão constituir meu futuro, apenas minhas recordações. E eu não aguento mais viver a vida dos outros; Eu quero viver tudo o que a minha tem a oferecer.
E essa viagem destrói a pessoa quando ela tira os olhos do livro e encara a realidade. Qualquer esperança de ter uma vida extraordinária, tão quanto a daquele livro, vai pro espaço junto da verdade. Você nunca vai ter aqueles sentimentos. Nunca vai ter aqueles amigos. Nunca vai ter aquele ambiente. Nunca vai... Ser aquele personagem. Porque eles simplesmente não existem. E eu vim a me perguntar se de fato é bom viver nessa ilusão, ou se isso só serve como um consolo durante as 400 páginas lidas.
Grande parte das vezes em que termino um livro, eu paro pra refletir, e chego à conclusão de que quero ser mais. Não quero ser apenas uma garota que passou a vida inteira sentada na cadeira em frente do computador, vivendo a história dos outros. Ou aquela que passou em pé ao redor da mesa da cozinha, vendo sua família dar gargalhadas, sem conseguir demonstrar o mesmo entusiasmo, por saber que dentro de cada coração que compunha aquele lugar, estava quebrado e lotado de mágoas. Ou aquela que passou observando seus amigos conversarem das coisas mais sem sentido, e se esforçando pra tentar fazer parte daquele mundo. Ou, pior ainda, aquela que passou no meio da rua, do shopping, da praia, de qualquer lugar movimentado, admirando a vida dos outros, enquanto a própria passava mais rápido do que se podia esperar ou controlar, e quando caiu em si, era tarde demais para dar um passo afrente, pois todos já haviam seguido, e tudo que lhe resta é o passado amargurado repleto de lembranças.
Eu quero ser... Mais. Eu quero ser aquela biomédica da qual os pais tem razão em ter orgulho, não apenas aquela que se formou aos trancos e barrancos e ainda na incerteza de que aquele era realmente seu sonho de profissão. Eu quero forçar meu cérebro ao máximo, e parar de me comparar aos outros, porque se existe a possibilidade de outros serem melhores do que eu em determinado quesito, é porque existe um motivo para aquilo, ou um caminho diferente que eu possa seguir pra alcançar tamanha inteligência equiparada. Eu quero vencer meus medos a respeito de críticas, e admitir que minha obra É boa. Com seus defeitos e controvérsias, é uma história magnífica, e a emoção que sinto por nem acreditar tê-la escrito é sempre facilmente comprovada pelos meus olhos resplandecendo alegria pelas lágrimas, e pela minha mente que repassa as cenas diversas vezes, envolvida com a trama dos personagens. Eu quero ir atrás dos meus sonhos, e não apenas permanecer sentada, desabafando e me lamentando pelo que me tornei ou pelo que deixei de fazer. Eu quero criar força pra realizar tudo que desejo, por mais distante que pareça estar. Eu quero... Perdoar a mim mesma pelos erros que cometi, e que ainda acredito ser culpa minha como tudo acabou. Como amizades e amores se desfizeram sem que percebesse, e como não há maneiras de voltar atrás pra concertar. Ou melhor... Pra reviver e aproveitar, sabendo que teria um fim. Eu quero simplesmente me adaptar à essa nova realidade, sair da ilusão dos meus livros, e seguir meu caminho sem olhar quem está me seguindo, porque à essa altura, já não importa mais. Não são eles que vão constituir meu futuro, apenas minhas recordações. E eu não aguento mais viver a vida dos outros; Eu quero viver tudo o que a minha tem a oferecer.
But she don't want to go outside tonight
and they say she's in the Class A Team, stuck in her daydream, been this way since eighteen, but lately her face seems slowly sinking, wasting, crumbling like pastries, and they scream the worst things in life come free to us
an angel will die, covered in white, closed eyed and hoping for a better life... this time will fade out tonight, straight down the line
an angel will die, covered in white, closed eyed and hoping for a better life... this time will fade out tonight, straight down the line
quinta-feira, 26 de junho de 2014
i've lost more than you'll ever see
Sério... A minha vida é patética.
Hoje eu cheguei à mesma conclusão que um amigo vivia dizendo, e eu me irritava, dizendo que não tinha nada a ver. Mas no meu caso, é exatamente isso. Qualquer pessoa poderia estar aproveitando bem melhor minha vida.
Mas enfim, que seja. Eu juro pra mim mesma que não vou mais atormentar ninguém com minhas tristezas. Ninguém.
Hoje eu cheguei à mesma conclusão que um amigo vivia dizendo, e eu me irritava, dizendo que não tinha nada a ver. Mas no meu caso, é exatamente isso. Qualquer pessoa poderia estar aproveitando bem melhor minha vida.
Mas enfim, que seja. Eu juro pra mim mesma que não vou mais atormentar ninguém com minhas tristezas. Ninguém.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Sometimes
I'm dreaming about tomorrow, I'm thinking of yesterday
I consume myself in sorrow, this moment in time is what I betray
I am searching for the answers
And I look around, sometimes I get sad cause I don't know which way to go
And I look around, and sometimes I get sad, cause my life is spinning out of control
Never know what you want, I never know what you need
It was different from the start
When you cut me in two, I never thought I would bleed
I will go this alone, I don't need nobody's help
I've gotta do this myself alone, alone, alone, alone
I consume myself in sorrow, this moment in time is what I betray
I am searching for the answers
And I look around, sometimes I get sad cause I don't know which way to go
And I look around, and sometimes I get sad, cause my life is spinning out of control
Never know what you want, I never know what you need
It was different from the start
When you cut me in two, I never thought I would bleed
I will go this alone, I don't need nobody's help
I've gotta do this myself alone, alone, alone, alone
segunda-feira, 17 de março de 2014
Seriously?
Sabe qual é a verdade sobre as pessoas? Elas gostam de sofrer, e justamente por isso, correm atrás de quem as despreza, numa forma de procurar constantemente pela angústia. Saber que alguém está do seu lado o tempo todo é confortável, mas uma hora enjoa. Então as pessoas preferem dar mais importância àqueles que lhe darão mais trabalho em ganhar um valor real de amizade, do que aqueles que parecem até bobos jogando confiança pelo ar pra quem quiser pegar.
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